O nome Felca foi um dos assuntos mais comentados da internet nas últimas 24 horas após o youtuber publicar um vídeo intitulado “Adultização”. Conhecido até então pelo conteúdo humorístico em seu canal no YouTube que soma mais de 4 milhões de inscritos, o influenciador surpreendeu ao abordar de forma séria a exploração da imagem de crianças nas redes sociais e fazer uma denúncia. A reportagem é do Correio 24 Horas.
O vídeo, lançado na quinta-feira (7), já acumula mais de 14 milhões de visualizações em apenas um dia. Com 49 minutos de duração, o material reúne denúncias contra influenciadores acusados de abusar da exposição infantil, além de explicar como o algoritmo pode favorecer a entrega desse tipo de conteúdo para pedófilos. Felca traz ainda uma entrevista com uma psicóloga especializada nos riscos da superexposição para crianças e adolescentes.
Entre os casos citados está o do influenciador paraibano Hytalo Santos, de 28 anos, famoso por realizar uma espécie de reality com crianças e adolescentes mostrando detalhes íntimos do convívio entre eles. Uma delas é Kamylinha Santos, hoje com 17 anos, que aparece nas redes de Hytalo desde os 12 anos e é considera uma "filha" por ele. A conta dela no Instagram, com mais de 10 milhões de seguidores, foi suspensa, e o influenciador já é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). No vídeo, Felca classificou o conteúdo de Hytalo como um “circo macabro”.
O youtuber também relembrou o caso do canal Bel Para Meninas, que entrou na mira do Ministério Público do Rio de Janeiro em 2020 por suposto comportamento abusivo da mãe da influenciadora mirim, e citou Caroliny Dreher, menor de idade que, segundo ele, teve conteúdos íntimos vendidos pela própria mãe a uma rede de pedófilos no Telegram e em outras plataformas. “É um assunto que causa repulsa, mas ele tem que ser falado”, declarou Felca.
A repercussão chegou em Erika Hilton que se manifestasse nesta sexta-feira (8), agradecendo publicamente ao influenciador. “Agradeço ao Felca pela apuração que realizou sobre a exploração sexual infantil nas redes sociais e por sua postura ativa e cidadã de denunciar tudo à Polícia Federal. Estou contatando a direção da PF para reforçar o perigo e o risco dos perfis denunciados e acionando a Justiça contra as próprias redes sociais", garantiu a deputada federal.
Com “Adultização”, o criador de conteúdo revela uma nova faceta, denunciado seriamente uma questão social com grande impacto atualmente com a difusão das redes sociais. Segundo dados da ONG Safernet, as denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil na internet bateram recorde em nos últimos anos, registrando o maior número em 2023.






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