No Brasil, o Dia do Amigo é celebrado com abraços, memes e declarações calorosas nas redes sociais. Mas em certos círculos, a amizade tem um tempero especial: o da conveniência política. Afinal, quem precisa de afinidade quando se tem um bom projeto de poder? No Piauí, o governador Rafael Fonteles e o vice-governador Themístocles Filho parecem ter entendido que, na política, o melhor amigo é aquele que não atrapalha. Juntos, eles têm feito encontros que mais parecem reuniões de condomínio: todo mundo cordial, mas cada um com seu interesse bem guardado no bolso do paletó.
E por falar em encontros, a deputada Gracinha Mão Santa, outrora crítica feroz do PT, agora aparece sorridente ao lado de Fonteles, com direito a fotos no Palácio de Karnak e promessas de parceria institucional. A ironia? Ela já chamou o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel, de “traidor” por ter mudado de lado. Mas agora, ao se alinhar ao governo petista, parece que o espelho político ficou embaçado. Em Teresina, a relação entre o prefeito Dr. Pessoa e o vereador Jeová Alencar já teve mais altos e baixos que novela das nove. Ora aliados, ora adversários, os dois protagonizam uma amizade que depende mais do calendário eleitoral do que de afinidades pessoais. Se amizade é sobre estar junto nos momentos difíceis, talvez eles estejam apenas esperando o próximo capítulo.
Na política, amizades são como contratos: têm cláusulas, prazos e podem ser rompidas sem aviso prévio. Mas neste Dia do Amigo, vale lembrar que os melhores amigos não pedem votos — só pedem pizza e escutam seus desabafos sem pensar em alianças partidárias. Conhece outras amizades parecidas com essas?






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