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Israel anuncia aumento de R$ 69 bilhões em gastos com Defesa para comprar mais armas e munições

Ministro afirma que medida irá permitir que Israel se prepare, já que "os inimigos estão declarando abertamente sua intenção de nos destruir".

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Israel aumentará os gastos com defesa em 42 bilhões de shekels - o equivalente a R$ 69 bilhões - em 2025 e 2026, informaram os ministérios das Finanças e da Defesa nesta quinta-feira (17).

De acordo com comunicado, o financiamento orçamentário extra permitirá que o Ministério da Defesa "avance em acordos de aquisição urgentes e essenciais para a segurança nacional" para a "aquisição de armas e munições necessárias para repor os estoques esgotados e dar suporte às operações contínuas das IDF".

O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que os fundos irão permitir que Israel se prepare para múltiplos cenários e acusou:

"Os inimigos estão declarando abertamente sua intenção de nos destruir... Para isso, exigimos completa superioridade militar, tecnológica e operacional".

O Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, disse que o novo orçamento "cobre totalmente os intensos combates em Gaza , juntamente com preparativos de segurança abrangentes para todas as ameaças — do sul, do norte e de arenas mais distantes".

Atualmente, os gastos anuais com Defesa são de 110 bilhões de shekels — cerca de 9% do produto interno bruto, um número já altíssimo — de um orçamento total de 756 bilhões de shekels.

Os 32 países que fazem parte da Otan, por exemplo, acabam de assinar um compromisso para subir o investimento em gastos relacionados à defesa e segurança para 5% do PIB até 2035.

Os custos militares de Israel aumentaram desde que o país lançou sua ofensiva militar em Gaza após os ataques mortais de militantes do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.

Desde então, Israel também lutou contra o Hezbollah no Líbano e travou uma guerra aérea de 12 dias com o Irã, além de realizar ataques aéreos na Síria esta semana, após prometer destruir as forças do governo que atacavam os drusos no sul do país e exigir que eles se retirassem. 

Além disso, nos últimos 21 meses, os sistemas de defesa antimísseis de Israel têm trabalhado quase diariamente para interceptar mísseis disparados pelo Hezbollah, Irã e Houthis do Iêmen.

No comunicado desta quinta, o Ministério da Defesa também anunciou que assinou um acordo com a estatal Israel Aerospace Industries para acelerar a produção do Arrow,sistema de defesa antimísseis projetado para interceptar e destruir mísseis balísticos, desenvolvido e fabricado em cooperação com a Agência de Defesa de Mísseis dos EUA.

 

 

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