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O fim de uma era: A Crônica social de Floriano e o legado de Hayalla

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Durante décadas, a cidade de Floriano, no sul do Piauí, viveu intensamente os bastidores da sociedade local através da crônica social — um gênero jornalístico que misturava elegância, fofoca e prestígio. No centro desse universo estava Hayalla, nome artístico de Francisco Marcelo, que se tornou sinônimo de sofisticação e informação nos salões e rádios da cidade. 

Chegado a Floriano na década de 1970, vindo de Nazaré do Piauí, Hayalla construiu uma carreira sólida como cronista social, sendo presença constante em eventos, colunas e programas de rádio. Sua morte, em janeiro de 2019, marcou não apenas o fim de uma vida dedicada à comunicação, mas também o encerramento simbólico de uma era em que a crônica social era parte essencial da identidade cultural florianense. Ao lado de Hayalla, outros nomes brilharam nesse cenário.

Magali Carlos, com sua voz marcante e olhar atento, também contribuiu para dar visibilidade às figuras e acontecimentos da sociedade local. E Jocy Astor, que dividiu microfones e memórias com Hayalla, foi outro pilar dessa tradição. Juntos, eles formaram uma geração de comunicadores que, com charme e carisma, narravam o cotidiano social com um toque de glamour e crítica sutil. Hoje, com a ausência desses ícones e a transformação dos meios de comunicação, a crônica social em Floriano praticamente desapareceu.

O que antes era registrado em colunas e programas de rádio agora se dilui nas redes sociais, sem o mesmo brilho editorial. Mas para quem viveu aquela época, os nomes de Hayalla, Magali e Jocy permanecem como símbolos de uma Floriano que sabia celebrar sua própria história com elegância e personalidade.

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