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Em prisão domiciliar, Peña é transferido para instalação militar durante a madrugada

Ex-presidente paraguaio estava em prisão domiciliar. Movimentação ocorreu horas após ele sofrer impeachment e ter prisão decretada por envolvimento no escândalo do banco ueno, que gerou crise econômica e política no Paraguai.

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O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido para uma instalação militar na madrugada de sexta-feira para sábado (7), horas após sofrer impeachment e ter sua prisão domiciliar decretada.

O ex-presidente foi levado para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), uma instalação militar em Assunção utilizada para proteger o presidente paraguaio e sua família, além de autoridades estrangeiras durante visitas oficiais. O REP é como se fosse um quartel de elite das Forças Armadas na capital uruguaia, não uma prisão.

A movimentação ocorreu na noite de sexta, logo antes da meia-noite, segundo o jornal paraguaio "ABC". A transferência de Peña, que está em prisão domiciliar, deu-se por motivos de segurança, porque multidão protestava em frente à sua casa exigindo que ele fosse levado à prisão e houve confronto com a polícia. Sua caravana deixou o local sob xingamentos e ovadas.

Peña sofreu impeachment e foi destituído da presidência na tarde de sexta-feira, e logo depois ele teve sua prisão decretada por envolvimento no escândalo do banco ueno —que quebrou e causou uma crise econômica e política no Paraguai. O presidente do Banco Central e outras autoridades do país também renunciaram em meio à crise.

O vice de Peña, Pedro Alliana, tomou posse como novo presidente paraguaio já na sexta-feira. Leia aqui quem é Alliana.

O ex-presidente paraguaio é apontado como um dos sócios do grupo controlador do ueno e está sendo investigado por suspeitas de gestão fraudulenta e outros crimes relacionados ao escândalo. Ele comparecerá a uma promotoria federal neste sábado, às 11h no horário de Brasília, no âmbito da investigação contra ele.

Segundo o Ministério Público paraguaio, a prisão de Peña foi decretada por suspeitas dos seguintes crimes:

 

  • Lesão de confiança;
  • Tráfico de influência;
  • Administração para proveito próprio.

 

Peña negou ter cometido esses crimes. O MP paraguaio ainda deve determinar os fatos específicos e as circunstâncias de cada acusação criminal.

g1.globo.com

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