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Veleiros com ajuda humanitária para Cuba desaparecem no Caribe e mobilizam operação internacional de busca

Duas embarcações que seguiam do México para Cuba com nove tripulantes perderam contato antes de chegar a Havana

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Uma operação de busca e resgate está em andamento no Caribe para localizar dois veleiros desaparecidos que transportavam suprimentos humanitários do México para Cuba. As embarcações, Friendship e Tigger Moth, levavam pelo menos nove tripulantes e não deram mais sinais antes de chegar a Havana, onde eram esperadas entre terça e quarta-feira.

Os barcos partiram em 20 de março de Isla Mujeres, no estado de Quintana Roo, segundo a rede BBC. Desde então não houve comunicação nem confirmação de chegada, o que levou autoridades a iniciar as buscas.

A Marinha do México mobilizou equipes navais e aeronaves militares para tentar localizar as embarcações. Segundo o governo, todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados na operação.

Os tripulantes são de diferentes nacionalidades, incluindo Polônia, França, Cuba e Estados Unidos. Autoridades mexicanas também acionaram centros internacionais de resgate marítimo e representantes diplomáticos dos países envolvidos.

Em comunicado à agência de notícias Reuters, um porta-voz do comboio afirmou que "os capitães e tripulações são marinheiros experientes", e

A Marinha do México mobilizou equipes navais e aeronaves militares para tentar localizar as embarcações. Segundo o governo, todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados na operação.

Os tripulantes são de diferentes nacionalidades, incluindo Polônia, França, Cuba e Estados Unidos. Autoridades mexicanas também acionaram centros internacionais de resgate marítimo e representantes diplomáticos dos países envolvidos.

Em comunicado à agência de notícias Reuters, um porta-voz do comboio afirmou que "os capitães e tripulações são marinheiros experientes", e

O governo cubano não comentou o desaparecimento até o momento.

 

Crise em Cuba amplia contexto da missão

 

O episódio ocorre em meio ao aumento da dependência de ajuda humanitária por parte de Cuba. No início da semana, o país recebeu o barco Granma 2.0, com 14 toneladas de suprimentos, incluindo painéis solares, medicamentos e alimentos.

Desde janeiro, voluntários e organizações intensificaram o envio de ajuda diante do agravamento da crise energética e de abastecimento. A ONU classificou a situação como “grave”, com escassez de insumos, mais de 50 mil cirurgias canceladas e registros de apagões nacionais.

A crise ocorre em um cenário de pressão externa e dificuldades no fornecimento de petróleo pela Venezuela. O presidente Donald Trump mencionou a possibilidade de uma “tomada amigável”, enquanto o vice-ministro cubano Carlos Fernández de Cossío afirmou que “o sistema político de Cuba não está em negociação”.

O presidente Miguel Díaz-Canel confirmou que negociações com os Estados Unidos foram iniciadas, ainda em estágio inicial.

oglobo.globo.com

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