Nesta segunda-feira, 02, Floriano viveu um momento de fé e tradição com a lavagem da ladeira realizada pelo grupo Ylê Asé Babá L’okê. Dezenas de pessoas se reuniram pelas ruas e seguiram em cortejo até o cais da Beira Rio em homenagem a Iemanjá, a divindade das águas, reverenciada nas religiões de matriz africana. O ritual, marcado por cânticos, danças e oferendas, trouxe à cidade uma atmosfera de espiritualidade e união comunitária.

A simbologia da lavagem é profunda: a água utilizada representa a purificação espiritual, afastando energias negativas e abrindo caminhos para prosperidade e paz. O ato de lavar a ladeira é também uma forma de renovar o espaço coletivo, tornando-o sagrado e preparado para receber boas energias. A homenagem a Iemanjá reforça sua ligação com a maternidade, o acolhimento e a proteção, pedindo bênçãos para todos que vivem às margens do rio e para a cidade como um todo. Além disso, a caminhada simboliza resistência cultural, preservando práticas ancestrais que foram historicamente marginalizadas e reafirmando a importância das religiões afro-brasileiras como patrimônio imaterial.
O líder religioso pai Cordeiro, responsável pela organização, destacou o sentido desse gesto: “A lavagem da ladeira é mais do que um ritual, é um gesto de respeito à nossa ancestralidade e de devoção a Iemanjá. Quando caminhamos juntos, mostramos que a fé é capaz de unir e fortalecer nossa comunidade. É um momento de agradecer e pedir proteção para todos que vivem às margens do rio e para toda a cidade de Floriano.”
Esse encontro de fé e tradição mostra como a espiritualidade se transforma em um gesto coletivo de esperança e resistência, mantendo viva a memória dos ancestrais e fortalecendo a identidade cultural da cidade.







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