RSS
  Whatsapp

Charge: Fonteles nocauteia Wellington Dias, o Velho Índio

Compartilhar

 

O cenário político do Piauí ganhou novos contornos nesta semana com a revelação de que o senador Wellington Dias retirou o nome de seu filho, Vinicius Dias, da disputa pela vice-governadoria nas eleições de 2026. O gesto, aparentemente simples, carrega um peso simbólico enorme e expõe uma fissura dentro do Partido dos Trabalhadores no estado: a disputa de poder entre o atual governador Rafael Fontelles e o ex-governador Wellington Dias, figura histórica e até então incontestável na liderança petista.

Wellington Dias, conhecido como o “Índio”, foi o grande articulador da candidatura de Rafael Fontelles ao governo nas eleições passadas. Foi ele quem pavimentou o caminho, costurou alianças e garantiu que o jovem economista tivesse respaldo político para chegar ao Palácio de Karnak. No entanto, a retirada de Vinicius Dias da corrida pela vice-governadoria sinaliza que o prestígio e a força de articulação de Wellington já não são os mesmos.

Do outro lado, Rafael Fontelles detém o poder total do PT que irá apenas midiatizar a escola do vice como se fosse uma escolha democrática, mas nós sabemos que não. A vitória simbólica nesta queda de braço reforça a ideia de que Fontelles tem planos para 2030, quando poderá disputar a única vaga ao Senado Federal que Dias ocupa hoje.

O episódio revela uma mudança geracional e de estilo na condução da política petista no Piauí. Se Wellington Dias representava a experiência, a tradição e a capacidade de articulação nos bastidores, Rafael Fontelles simboliza a renovação, a tecnocracia e a busca por protagonismo próprio. A retirada de Vinicius da disputa não é apenas uma derrota pessoal para Wellington, mas um sinal de que sua liderança está sendo testada e, talvez, superada.

No ringue de poder, o “velho índio” parece ter perdido fôlego. Mas será que tem uma última carta na manga?

Denilson Avelino

Mais de Opinião